sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gravação do programa Causos e Cantos - Rede Globo Nordeste

No dia 27/04, participei da gravação do programa "Causos e Cantos" da Rede Globo Nordeste a convite de Herbert Lucena.
Seguem abaixo algumas fotos da gravação dessa produção maravilhosa que irá ao ar dia 04/06 ao meio dia!




quarta-feira, 27 de abril de 2011

A velocidade do século assusta

A velocidade do século assusta
Desnuda-se em páginas sem fim
Expõe-se profundamente em duas linhas de palavras
Que não são vistas, somente olhadas...

E onde repousará o afeto?
O verdadeiro? Aquele do qual se fez o ser humano?...
Onde se encontram os delicados gestos
nesse novo mundo tão rápido e insano?

E vai-se a oportunidade de si
Vão-se os retratos de nós mesmos sem papel
Vai-se um suspiro
Que sopra quente e veloz demais

Lambeu e recolheu-se como as ondas que respondem ao movimento da terra...
Idéia de movimento que me sorri como os compromissos importantes da semana
E o coração apertado ainda luta pela presença da fé na humanidade!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sanfoneando no CCBB/RJ

Neste último final de semana fui ao Rio, à convite do acordeonista e arranjador Marcelo Caldi, para participar da estréia do projeto "Sanfoneando" em homenagem aos 80 anos do mestre Sivuca.
O Show, com participação de Fábio Luna e do quarteto SIVUCORDAS, teve momentos super emocionantes e alegres, como a música de encerramento "Feira de Mangaio" que posto no video abaixo!
Espero que vocês gostem!
bjs
BB

É só clicar!
FEIRA DE MANGAIO _ ao vivo no CCBB

Um poema de presente...

No ápice da dor
procuro ela
a dor
procuro ela
para aprofundar a ferida
que é ser gauche na vida

Procura ela
a sensação desmedida
aquela que é só cor
arco-iris que não acalma
Minha pele é minha alma.

No ápice da dor
não peço socorro
e me concentro
pois é na dor que me transformo
No ápice da dor
é sempre à poesia que recorro

Esse poema é um presente pro presente!

Ganhei do Marcelo Bacelar em 03.2010
Valeu Celão!

bjs em todos
BB

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que sobra no fim, é a poesia do início!

Não quero ser vidente,
Não quero a certeza da rima
Não quero ser poetisa
Nem juiza dessa história

Não quero a agonia
Nem o acalanto na memória
Não quero a insônia
Nem a agonia da paixão

Não sei do exato
Eu não descarto nem o sim nem o não

Não quero a dúvida
Nem quero saber da razão
Só quero a alegria
Que fez morada
No meu coração
...

É incrível como muda de prisma!
O que era pro outro, volta a ser seu!
é
isso
bju
BB

domingo, 6 de março de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Agenda Carnavalesca!



Oi Pessoal, estou no meio de uma temporada maravilhosa do meu espetáculo PERNAMBATUQUE em Recife.
Recebi tantos amigos queridos e receberei tantos outros!!!!
Tive apoiadores super legais que possibilitaram realizar esse projeto.
A Prefeitura da Cidade do Recife, a Pitú e o Café Supremo!
Agradeço demais a confiança no projeto!
Segue dois links pra vcs conferirem!

http://www.youtube.com/watch?v=VqRr97l63Cg

Lindo arranjo para Kizomba!
e

http://www.youtube.com/watch?v=b3IMhZ1DYno
Coroa Imperial com o Várzea do Capibaribe que foi lá com o cantor Abissal pra dar uma canja!
Lindo demais!!!!

Como estou no corre corre violento, estou deixando aqui um e-flyer com a agenda completa até o final do carnaval!


Mil beijos em todos!
Adryana

domingo, 23 de janeiro de 2011

Iemanjá - Lenda, Mito e Sincretismo Religioso

O Dia dela está chegando, recebi um email sobre uma procissão em seu dia... Resolvi abrir um link e me deparei com a interessante pesquisa abaixo.
Resolvi publicar antes de seu dia para que possamos nos informar, nos recolher e pedir com muito amor o que necessitamos para nossa vida!
Então, que Yemanjá possa nos levar em suas águas abençoadas e que o balanço dessas águas nos traga a certeza de que não estamos sós!
Ela está velando por nós!
Assim seja!!!!!
bjs em todos!
Adry


.....

Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".



"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.



Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.



No sincretismo religioso, Iemanja tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.
Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. No Rio de Janeiro seu culto é festejado no dia 31 de Dezembro, junto a passagem de ano, ondes os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... na esperança de que ela leve todas as tristezas, problemas e aflições para o fundo do mar e traga dias melhores. Na Bahia sua data é comemorada no dia de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro. Venerada nos Candomblés da Bahia, recebe muitas homenagens e oferendas.





Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua.



Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.



Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.



Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

MITOLOGIA

LENDA (Arthur Ramos)

Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.

Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).

Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.

A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.

Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.

Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.

Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.

Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.

A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.

Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe"

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Email aberto ao novo Secretario de Cultura de Pernambuco

Recebi hj por email.

Achei o conteúdo interessante para ser dividido entre todos os amigos interessados e de repente, começar o ano (que está aí novinho e em branco...) escrevendo nossa história de uma nova forma!

Desejo que possamos analisar e agir com sabedoria!

bjs

BB

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Prezado Secretario Fernando Duarte,

Acredito que as pessoas que trabalham com a cultura no estado de Pernambuco, técnicos, artistas e fornecedores diversos, desejam que seja frutífera a sua passagem pela nova secretaria e que de preferência a secretaria não seja passageira ou lotação para inúmeros cargos.

Não o conheço pessoalmente, mas algumas pessoas que o conhecem informaram-me que o novo secretario é uma pessoa preparada para a função e pronta para ouvir a sociedade. Quanto ao preparo, só o tempo dirá. Considerando então a suposta abertura para o diálogo com a sociedade ( coisa que ademais todas as autoridades públicas deveriam ter, pois prestam um serviço a coletividade, embora algumas esqueçam disto rapidamente), tomei a liberdade de escrever este `email aberto', para desejar-lhe boas vindas e abordar alguns temas referentes a cultura que julgo importantes para a nossa reflexão.

Não pretendo aqui fazer um apanhado das coisas que aconteceram na antiga gestão da Fundarpe, pois penso que o Senhor é bem ciente delas, penso que algumas foram acertadas e outras não e espero que aquelas acertadas permaneçam e as demais, sejam corrigidas. O meu desejo é tocar nestas outras.

Então vamos lá:

O Estado tornou-se um agente importantíssimo de fomento a cultura em Pernambuco e a Fundarpe o órgão principal de gerenciamento desta política. Muitos eventos foram realizados e um processo benéfico de descentralização foi iniciado levando recursos públicos para o interior também. Embora eu particularmente discorde de algumas formas ( a participação ativa demais de prefeituras que sequer tem um órgão responsável pela cultura em suas cidades), concordo com o processo maior de permitir o acesso cultural a grande número de pessoas. Até aí tudo quase bom, então chega a hora dos pagamentos…

Aqui em Pernambuco virou a hora do pesadelo. Artistas técnicos, fornecedores e de forma geral qualquer um que trabalhe com a Fundarpe tem sempre uma reclamação quanto ao atraso muito grande nos pagamentos dos serviços prestados. O atraso é uma conversa recorrente nos bares da vida e nas noites recifenses. Não é preciso ser um gênio para entender que temos um grande problema nesta área e que sendo estes eventos quase sempre os mesmos todos os anos, um planejamento melhor poderia resolver a situação, ou então a instituição realizar apenas aquilo que pode. Este problema dos pagamentos não é uma questão só dos artistas, dentro da própria instituição muitas pessoas também não recebem em dia e é questionável se todo este atraso não viola seus direitos trabalhistas. Ha bolsistas, contratados, comissionados e todos eles precisam de um pouco de atenção. Não é possível manter e/ou desenvolver uma cadeia produtiva da cultura pagando sempre com atraso, tanto para quem presta o serviço, como para quem é responsável por gerenciar o mesmo.

Aproveito esta deixa de funcionários diversos para perguntar... Quando teremos concurso publico para a Fundarpe e plano de cargos e salários para seus funcionários, valorizando-os? Sim, sei que alguns cargos continuarão sendo de confiança e não tenho problemas com isto, desde que não sejam 10 mil e as pessoas estejam ali por competência e não por pertencerem a este ou aquele partido. O Estado, quero recordar, nos pertence, a nós cidadãos, não aos partidos, mas infelizmente assistimos dia e noite no Brasil um loteamento de cargos que muitas vezes nada tem com mérito.

Mérito secretario, também deveria ser o único critério para se eliminar ou aprovar um projeto artístico no Funcultura, não concorda? Não há razão para a manutenção deste modelo que elimina projetos por que falta uma carta de anuência, uma conta de luz ou algo do gênero. O único ‘envelope’ que deveria ser aberto deveria ser o do projeto artístico. Aprovou, tem-se um período para apresentar os documentos e assim firmar o contrato. Todas estas cartas de anuência, croquis, desenhos de luz, plantas baixas são obra de ficção, nos sabemos disto. Este amor casto pela burocracia também pode ser questionado. Há formas de se enviar estes projetos sem usar um só papel, o que além de diminuir a burocracia, ajuda a natureza. Grandes empresas que patrocinam a cultura tem adotado modelos totalmente informatizados onde os projetos são enviados on-line. É tão difícil fazer isto aqui?. Então quando falo no ‘envelope’ único, com o projeto artístico, me refiro a este sistema informatizado. Depois nós podemos mandar os documentos também digitais é claro. Não falta tecnologia no mundo de hoje para fazer tal coisa.

Fazer coisas secretario, depende de muitos braços e algumas são mais fáceis que outras. Nós artistas podemos criar nossas obras,mas é bem complicado construir um teatro ou uma galeria um museu e etc. Aqui tratamos também da infraestrutura para a ampliação da nossa economia. Pernambuco assiste a uma significativa expansão da economia do estado, com investimentos em portos, rodovias, ferrovia, que atraem outros investimentos e alavancam a produção, melhorando a logística e etc . Embora não seja eu, um economista, posso garantir que sem investimento na infra estrutura cultural a produção cedo ou tarde vai minguar. Um economista que estiver aí a seu lado poderá facilmente explicar a razão. Sim, é mais fácil fazer uma peça teatral que construir um teatro. E não seria disto que estamos precisando? Temos um teatro de boa qualidade um cinema elogiado, um a literatura das melhores, artes plásticas e fotografia tb. E espaços culturais pra apresentar toda esta produção? Nossos teatros, por exemplo, passam a maior parte do tempo fechados e se concentram todos no centro da cidade. Por que não uma rede de espaços culturais permanentes nos bairros e nas cidades do interior, com sala de espetáculos, cinema, bibliotecas, galeria e espaços para ensaios. Uma rede assim facilitará a circulação do produto. Há modelos diversos para construção desta rede, alguns equipamentos permanentes, outros de estrutura modular semi-permanente e semelhantes a lonas circenses. Terei prazer em conversar sobre isto se desejar.

Claro, que todas estas coisas precisam de recursos e de um comprometimento da nossa sociedade com a cultura. Penso que embora seja importante a participação do Estado na manutenção da cultura, chegou a hora destes empresários bronzeados mostrarem seu valor. Quantas salas de cinema a Fiat vai construir em Pernambuco? E o estaleiro atlântico sul, quantas bibliotecas? Quando ficarão prontos os teatros do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão, estas cidades que não param de receber empresas. A grana investida no porto não é de todos? Queremos um comprometimento maior do empresariado pernambucano (sempre ausente) com a cultura e não estou falando em chás e colunas sociais. Penso que a secretaria pode fazer um chamamento da classe empresarial para uma maior participação financeira nos investimentos culturais. Não basta ficar usando imagens de caboclo de lança e passistas de frevo para divulgar suas marcas, não basta ser pai é preciso participar. Eu quero um pedaço de Suape para a cultura, eu quero um pedaço do pré-sal para a cultura e se nós encontrarmos ou desenvolvermos qualquer outra riqueza vou querer também. O desenvolvimento econômico do Estado não pode ficar na mão de meia dúzia. Um lugar que não aprecia e valoriza sua cultura e os agentes culturais é um ajuntamento e não uma civilização. Sei que isto não é algo diretamente ligado a secretaria de cultura, mas é política e podemos aproveitar o boom econômico também na estruturação das nossas cadeias produtivas.

Pense com carinho e deus nos livre de artistas ingênuos.

Este email como escrito acima é aberto e estou publicando o mesmo no blog da Trupe. Espero ter iniciado uma conversa boa e desejo continuá-la, quem desejar participe também.

Sinceramente desejo-lhe sucesso. Os contatos seguem abaixo.

Elias Mouret.

trupedecopas.blogspot.com

eliasmouret@yahoo.com.br



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Caretas em cena!














1º-Click de HIida Borges!

















2º Click do Donatinho...

Fico me analisando nas fotos por dias, meses, depois qua as recebo... Às vezes até eu mesma queria saber no que eu estava pensando naquele exato momento do click.
rsrsrsr
Na verdade acho a maioria delas hilárias e nem me reconheço em outras tantas!
rsrsrs
Taí, convido-os para observarem as expressões das imagens acima mais uma vez!
:)
Espero que vocês tenham gostado!
bjs e até a próxima postagem!
BB

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Premiação da música pernambucana

Hoje fiquei sabendo que o meu CD "Do Barro ao Ouro" foi indicado no
TROFÉU ACINPE 2010 - Os Melhores da Música de Pernambuco
Estou concorrendo no prêmio da música pernambucana categoria "Cultura Popular".
Se puderem, passem lá pra dar uma votadinha!
É minha primeira indicação!
http://www.trofeuacinpe2010.blogspot.com/

O Blog hoje foi em busca de votos!
rsrsrs
Não é a toa que esse é um ano de eleições!
bjs em todos
BB

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Caymmi


Como pode alguém ter tanta energia boa em tudo que compôs?
Fico aqui pensando eu cá com meus botões.
Caymmi realmente É assim!
Essa semana achei um site suuuper legal que tem gravações de apresentações com a família toda e algumas datam de 1960.
Resolvi dividir um pouco com vocês clicando abaixo
Acervo Dorival Caymmi
Sem muitas palavras e com muita música hoje encerro minha postagem!
bjs em todos
BB

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sou louca por esse carrinho!

HISTÓRIA DO VW Sedan (FUSCA)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj492pCd9r71G0dLoLgMrKoJpyq7WpeKY4KuNAP2V0OfKJxzHPhnPVrfc7OAvNgdh_9UIQ3WEphPpTgGQWr0aXNO5Mw0rdo72A17XgmoPBEG4CsO58VGClP_G05snUkpqLLzzBP-27Jc2mY/s400/1938.jpg

A história do VW é longa, por isso faço um resumo.

As origens do VW Sedan se deram na década de 30, quando o ditador alemão Adolph Hitler pensava na idéia de financiar uma montadora de automóveis estatal, nesse tempo surgiu o nome do engenheiro Ferdinand Porsche que já chegou a trabalhar na Daimler-Benz mas em 1931 fundou seu próprio escritório.

A pedido de Hitler, Porsche e sua equipe criaram o VW Sedan (cujas linhas foram criadas pelo designer Erwin Komenda), influenciado nas novas linhas aerodinâmicas que surgiriam na década de 30 como as do Chrysler Airflow e principalmente o Tatra, vários protótipos foram apresentados mas só em 1938 foi apresentada a forma definitiva, um compacto de linhas curvas e motor traseiro refrigerado a ar, inicialmente batizado de KDF era um carro simples, confiável e barato.

Por causa da segunda guerra a produção foi interrompida, sendo fabricadas versões militares (Kübelwagen, Kommandeurwagen e Schwimmwagen) no lugar do sedan civil, com o fim da guerra em 1946 os britânicos retomaram a produção, mas logo depois em 1948 a presidência da VolksWagen passou para as mãos de Heinrich Nordhoff, a partir daí o VW conquistou o mundo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLJxEWdfajo_Lyeru7dXE8S_1PDHF-tVembFB3qDqvTv9VMwtiTt-tBIkRdWEKzFvXvCwyUNZ8XsBaIp3CTIMXorPPKSi2ynfoWTW5FlvaTZ5x6yXXNDyI09W2_VbqfN02X1k7X3o5OF87/s200/1950.jpg

O VW (Typ 1) passou a ser produzido em vários países como por exemplo Brasil e México, com o lançamento do Golf em 74 o VW sedan foi produzido na Alemanha até 1978. Sua versátil plataforma deu origem a diversos modelos como o furgão Kombi(ou Typ 2), o Typ 3 e Typ 4. (sedan, fastback e SW), o utilitário Typ 181 e o esportivo Karmann-ghia entre muitos outros.

Um detalhe interessante foi que após uma reestilização o VW recebeu janelas laterais maiores, fato que não ocorreu no Brasil. Nos EUA recebeu o apelido de Beetle.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGm-aSo3mNlHiO1pOrcyk84GfskZbYXCDvBEK3KXKZAOLhVZClTwGRkSwQSw4Wec2Artt8nVIs_cxIwPvITNUfCkyn3Eppw2eL9qYhqGsubRAC7NOaQRY9v8fD13zVN7_Eoky5gLqyEcqu/s640/Last.jpg

O último Fusca foi produzido no México em 2003 com 21.529.464 unidades produzidas pelo mundo, mas em 1998 foi apresentado o New Beetle que era uma releitura do VW, apesar do motor dianteiro e pertencer a um segmento nada popular.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYH10Mzn4wxRjYdpO3cTqknKrkVrCqxBP3r1OWU94MA5NoQS7EFYqlA2DP6iuqMtE3NlynP-TkJqBGn3JuTab1XREmmNkWgTcgxSODjHn6dt3ixVL04xx3Fs4Hd8Epqvlc45R0VS2JPuFm/s320/fusca2.jpg

BRASIL - Apesar de importado desde 1953 o primeiro Fusca nacional surgiu em 1959 mas não se chamava Fusca, apenas VW Sedan e já contava com bom índice de nacionalização. Seu motor boxer refrigerado a ar tinha 1200 cm3. Dois anos depois ganhou um novo câmbio com marchas sincronizadas.

Em 1965 apresentava um teto solar como opcional, este logo recebeu o apelido de "Cornowagen". Nesse mesmo ano foi apresentada a versão super básica, o famoso "pé-de-boi", que concorria com o Gordini "Teimoso" e a DKW "Caiçara".

Em 1967 o motor teve a cilindrada aumentada para 1300 cm3 e algumas mudanças como o vidro traseiro maior, e o sistema elétrico mudou para 12 volts. Nunca uma plataforma foi tão bem aproveitada, pois serviu de base para muitos modelos da marca como a Kombi, TL, Variant, 1600 Sedan, SP2, Karmann-ghia e Brasília, sem contar os vários foras-de-série que a utilizaram por décadas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCIfbsMO5XJKmWGKQnTqKVsvLAJ2TcNo0ONrNdEn0K6aVuXSgoxdqjyhw3zASlqReSxM96fGfrLm13kJtDtR-rNQSL5D9OP0WNyeUzs0ol24FxY2TgAvazQRgv5J5lmEgEVyaUs4Z09vmN/s320/fusca.jpg

Em 1970 surge o Fuscão uma carroceria renovada e motor de 1500 cm3. O motor 1600 cm3 equiparia o modelo 1974, surgindo o 1600S Bizorrão, que se diferenciava pela faixa preta na tampa traseira.

Em 1978 novas melhorias como o bocal do tanque para fora do capô e em 1979 surge o Fusca com lanternas traseiras maiores, o famoso "Fafá de Belém", uma alusão aos "dotes" da cantora. Para a década de 80 o Fusca ganha um novo painel e o nome "Fusca" é oficialmente nomeado pela marca, continuou até 1986 quando deixou de ser fabricado.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGJudVPYkDyPMovxT3rPbTPSVfI-yTAOvBP_OAwQVfWkBsTbFznNMtG1hR5sKLoppyvvLwhjFkMyw-0kDyC4zrCHT0xoK2lNiIfGcTzqtbggkC9edAwcnin3XXkwv_1C6h7DZAqjnqEKAW/s320/itamar.jpg

Em 1993 a VW relançou o Fusca, que já recebeu o apelido de "Fusca Itamar" devido aos pedidos do presidente na época, este possuía catalisador, pneus radiais, pára-choques da cor do carro, novos bancos herdados do Gol, e cinto de 3 pontos. Em 1996 o Fusca finalmente encerra sua produção. Em 2003 a VW importou alguns exemplares mexicanos, exclusivamente para colecionadores.


A origem do nome Fusca é uma incógnita mas a história que eu conheço é que quando os alemães vinham ao Brasil quando diziam a palavra Volks, fonéticamente era "Folks", aí com o tempo abrasileirou e virou Fusca.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dando um "oi"

Passei tanto tempo sem postar que até perdi a prática! rs
Bom,
andei por vários lugares legais entre o Rio e Recife desde então. Conheci pessoas novas, compuz novas canções com novos e antigos parceiros. E tive também oportunidade de mostrá-las num pocket show em Recife (Gosto tanto de cantar em Recife, não sei porque o faço tão pouco).
Dentre todos esses lugares destaco dois videos que são ímpares pela importância que deixaram em mim!
Um na Fundição Progresso com o Rio Maracatu.
Quando terminei o show não estava profissionalmente satisfeita. Mas depois do tempo passado, observo o que realmente é importante no meu caminho. E aqui me rendo à minha missão!
Peço a Deus que me dê muita força e sabedoria pra lembrar sempre que minha verdadeira missão é a de contribuir com um pouco de leveza e brincadeira nos corações das pessoas que me permitirem!
SEGUE ABAIXO:

E depois disso, fiz o que mais gosto!
Cantei canções inéditas pras pessoas, que gostaram muito!
Saí com o coração feliz e realizado por saber que as pessoas estão disponíveis pro novo, só não têm muita oportunidade de acesso!
O SEGUNDO MOMENTO

São duas músicas de sucesso uma conhecida e outra desconhecida, mas que trazem a mesma felicidade a alma!
Essa lição não esquecerei!
Mil beijos
e até já já!
Adry BB

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bondes em Recife

Ainda ontem falava com a minha produtora sobre os antigos bondes da cidade do Recife, e coicidentemente hoje recebi essa parte da história da minha cidade por email.
Resovi dividí-la com vocês!
bjs
BB
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A história, as Fotos e o Mapa do sistema de Bondes em Recife


Link http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras03.jpg

Recife/Pernambuco

Recife, capital do estado de Pernambuco, foi visitada em 11 de dezembro de 1928
pelo escritor brasileiro Mário de Andrade (1893-1945), quando viajava como cronista do Diário Nacional,
obrigando-se a enviar diariamente textos para a coluna "O Turista Aprendiz".

O bonde é o centro dessa composição fotográfica de linhas e sombras que o escritor modernista captou
com "Codaque", como ele designava a sua câmera Kodak.

A imagem foi publicada em "Mário de Andrade, Fotógrafo e Turista Aprendiz", editado em 1993 pelo Instituto
de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP), em comemoração ao centenário de nascimento do escritor.



Link http://www.tramz.com/br/re/re11.jpg
Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA

A imagem acima (da coleção do pesquisador Allen Morrison, de New York), é de um cartão postal do início do
século XX, que circulava ainda em 1954, com a estação dos bondes junto ao Arco de Santo Antônio.

Destaca o especialista estadunidense Allen Morrison que Recife foi a segunda cidade brasileira (depois do
Rio de Janeiro) a operar bondes a vapor, podendo ter sido a primeira no mundo a operar locomotivas a vapor
construídas especialmente para rodar nas ruas.
As duas primeiras dessas locomotivas foram construídas
em 1866 pela Manning Wardle & Co. (de Leeds, Inglaterra) para a empresa inglesa Brazilian Street Railway, que
no Brasil foi conhecida como Estrada de Ferro de Caxangá.

A primeira linha de bondes a vapor, entre o porto e o bairro Apipucos, foi inaugurada em 5/1/1867, com
bitola de 1.219 mm (4 pés), sendo nesse ano estendida ao bairro Dois Irmãos e em 24/6/1870 a Caxangá. Um
ramal para Arraial (Casa Amarela) começou a funcionar em 24/12/1871.

Outra linha, com bitola de 1,4 metro, foi instalada com capitais brasileiros da Trilhos Urbanos do Recife a Olinda
e Beberibe, sendo inaugurada em Olinda a 20/6/1870, com o acréscimo no mês seguinte da rota para o rio Beberibe,
usando também locomotivas inglesas da Manning Wardle e carros de passageiros fabricados por John Stephenson em
New York. Uma rota mais direta para Caxangá foi construída em 1885 e os trilhos passando por Dois Irmãos foram
removidos. Os bondes a vapor rodaram no Recife até a Primeira Guerra Mundial.

A Pernambuco Street Railway, depois Ferro-Carril de Pernambuco, abriu uma linha com tração animal para Madalena
em 22/9/1871. Os primeiros veículos eram fechados como os ônibus locais e assim eram chamados de ônibus pelo
público. Quando a empresa instalou luzes elétricas, os passageiros rebatizaram os bondes como electroburros.
Usava-se então a mão de direção inglesa, pela esquerda da rua, como se pode notar na foto abaixo, e animais extras
eram colocados ao longo do caminho para reposição dos que se cansassem:


Link http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras03d.jpg
Foto: autor desconhecido

Apesar de seu espírito pioneiro, Recife foi a última das grandes capitais brasileiras a instalar bondes elétricos,
depois de 21 outras cidades no Brasil.
Isso ocorreu em 1912, com a Pernambuco Tramways & Power Company,
criada em Londres em 24/1/1913, que iniciou os testes em 11/1913 e inaugurou a primeira linha elétrica (da área
insular do Recife até Boa Vista, através da península de Santo Antônio) em 13/5/1914.

A linha de bondes a vapor para Olinda foi eletrificada em 12/10/1914 e a tração elétrica chegou a Várzea no
ano seguinte. Os bondes a vapor para Dois Irmãos e Arraial foram substituídos por linhas elétricas em 1917 e o
último deles rodou no Recife, até o Beberibe, em 1922.



Link http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras03b.jpg
Bonde elétrico no Recife, em foto cedida pelo pesquisador estadunidense Allen Morrison

Muitos dos bondes abertos foram reconstruídos como modelos fechados de luxo para uma nova linha até a
praia de Boa Viagem, inaugurada em 25/10/1924. Uma rota havia sido também planejada para Jaboatão, 8 km
a Oeste de Tegipió, mas nunca foi construída. Na década de 1920, a Pernambuco Tramways operava 130 veículos
motorizados e 110 reboques em 141 km de linhas, o terceiro maior sistema urbano de bondes no Brasil.


A partir de 1930, começaram a circular no Recife veículos fechados que o público apelidou de zépelins. Mas, a partir
do final da Segunda Guerra Mundial, o sistema de bondes declinou rapidamente. A linha da área insular do Recife
até Santo Antônio foi eliminada em 1951, e o último bonde na cidade rodou de Boa Vista a Madalena - onde o primeiro
veículo tracionado por cavalos tinha circulado 80 anos antes - em março de 1954.

Políticos locais acusaram a Pernambuco Tramways de quebra de contato e forçaram o reinício do serviço, com
um veículo aberto simples rodando um dia apenas, de Boa Vista a Fundão, em 1960. O bonde 104 foi o último preservado
em um parque na margem do rio, na Rua da Aurora, e transferido para o Museu do Homem do Nordeste em 1985.


Em 15/6/1960, a nova Companhia de Transportes Urbanos inaugurou o sistema de trólebus, que chegou a
operar em nove rotas em 1980. Novas rotas de trólebus foram abertas em 1982. O serviço ferroviário suburbano,
com locomotivas a diesel da Estação Central até Jabotão (20 km) e da Estação Cinco Pontas até Cabo (30 km)
começou a ser eletrificado, operando como metrô interurbano a partir de 9/3/1985.

Crédito da reportagem http://www.novomilenio.inf.br/santos/bonden03.htm


MAPA DA REDE E EVOLUÇÃO






MAIS FOTOS E INFORMAÇÕES (1867-1913)

Em 5 de janeiro de 1867 foram inaugurados os trilhos urbanos do Recife a Dois Irmãos.
O trecho inic]ial partia da rua Formosa, começo da atual Conde da Boa Vista. A maxambomba era
uma pequena locomotiva em que os maquinistas trabalhavam numa cabine sem coberta. A máquina puxava
três vagões de dois andares.
Veja como foi a notícia no DIARIO:
“Começa hoje o serviço ordinário da via férrea do Recife ao Apipucos, limitado ao Caldeireiro, por ora;
partindo o primeiro trem da rua Formosa às 3 horas da tarde. O preço é, como ontem dissemos, 200 réis
por cada mil braças na lª. classe, única por ora enquanto durar o serviço provisório. Os pontos de parada
do trem serão: rua da Soledade; depois da curva do Manguinho; em frente da estrada dos Aflitos; entre
as casas dos srs. drs. Augusto de Oliveira e Gusmão; em frente da casa do sr. Luís Gomes; entrada do
sítio da Jaqueira; saída do Parnamirim; entrada da Casa Forte; e no Chacon. As horas da partida são:
5 e meia, 7 e um quarto, 8 e três quartos da manhã; 3 e meia, 5 e 6 e meia da tarde, do Recife para o
Caldeireiro; 6 e meia, 8 e 9 e meia da manhã; 4 e um quarto, 5 e três quartos e 7 e meia da tarde, do
Caldeireiro para o Recife:
Numa matéria paga, na mesma edição, os empresários da ferrovia explicavam por que a inauguração do
serviço se dava em caráter precário.
“Não sendo possível, pela considerável demora que houve na remessa dos últimos trilhos e outros objetos,
pôr em andamento duas locomotivas, o serviço por agora será feito por uma somente, que conduzirá dois
carros, partindo às horas e dos lugares indicados na tabela que vai anexa”.
Link http://www.pernambuco.com/diario/200...pecial5_0.html



Uma das Locomotivas construídas no período de 1866-1870 por Manning Wardle & CO.
em Leeds para a Estrada de Ferro de Caxangá. Eles diziam ser a primeira no mundo porjetada
para operar em via pública




Trem da E. F. de Caxangá, 1900 sobre o Rio Capibaribe


Estação Ponte d'Uchôa, Av. Rui Barbosa - E.F.C.'s linha Apipucos, construída
em 1865, existe até hoje



Ticket - E.F.C., 1900


Cia Ferroviária, trilhos urbanos do Recife a Olinda e Beberibe, foto no bairro de Fundão


Ticket - Ferro Carril de Pernambuco, 1871


F.C.P. linha para Afogados e Jiquiá (Giquiá), no Jiquiá, onde foi o primeiro
campo de pouso em Recife, pousava o Graf Zeppelin, 1930



Bonde a Cavalos, com mão Inglesa, na Rua 1º de Março


Bonde na Praça da Independência - Santo Antônio, 1903


Bonde na Ponte da Boa Vista



MAIS FOTOS E INFORMAÇÕES (1914-1927)



Uma das 55 Locomotivas construídas em 1913 até 1921 para
Pernambuco Tramways & Power Company, inaugurando o sistema elétrico em 1914



Bonde elétrico inglês na Ponte Buqaque de Macedo, postal de 8 de setembro de 1916


Bondes na Av. Rio Branco


Bonde na Ponte Maurício de Nassau, o sistema elétrico aposentava 47 anos de tração animal


Bonde J. G. Brill (USA) encomenda de 30 carros da Pernambuco Tramways,
os recifenses apelidaram de "Caixa de Fósforo"



Bonde da Companhia de Força e Transporte de Pernambuco


Bondes para Olinda


Praça da Independências, Bondes para Casa Amarela e Derby


Ponte da Boa Vista e os diversos tipos de Bondes








Estação Várzea e o Bonde


Em 1924 a P.T. converteu seus Bondes abertos para fechados para a linha Boa Viagem


Ao fim de 1930 a P.T. importou motores adicionais e controladores e carros
da Inglaterra para um novo modelo fechado. Os operadores o apelidaram de "Gigolô"



Rua Nova, com 2 Bondes "Gigolôs"


Rio Pina - linha Boa viagem, no trecho de linha singela


Construção da Av Boa Viagem e sua linha em 1923


Av Boa Viagem



MAIS FOTOS E INFORMAÇÕES (1928-1960)


Crédito da foto no lado superior direito


Bonde em alumínio "Zeppelin" nome e modelo inspirado após a chegada do
dirigível Graf Zeppelin em Recife em 1930, o dirigível fez muito sucesso, Bonde construído
nas dependências da P.T.



Bonde no terminal da Praça Rio Branco. Todos os modelos Zeppelin funcionaram com
o sistema da Brill



Praça Rio Branco e os vários modelos de Bondes, notem a linha ferroviária a vapor, hoje
no Marco Zero, Recife



Um novo modelo de Zeppelin, com porta central


Foto tirada na Fernandes Vieira, nas "garagens" da P.T.


Acesso através de porta central foi um avanço tecnológico


Saúde financeira não estava nas melhores condições, Bonde de segunda mão comprado
da Syracuse, New York



Foto de 1943


Sinais de crise, modelo a partir de um Zeppelin, só que em madeira e não alumínio




Linha Olinda


Bonde antigo, reformado para voltara a operar, trecho da Ponte Maurício de Nassau, 1943


O fim estava chegando, reformar e não comprar novos Bondes


Bonde Gigolô em 1943


Bonde de 1914 ainda funcionando na forma original em 1943


Os bondes, continuaram até 1960, onde a P.T. encerrou sua operação


Rua da Aurora, o que restou dos Bondes


Encontra-se no Museu do Homem do Nordeste em Casa Forte


Do sistema, só restam os trilhos no centro do Recife

EM 1960, COM O FIM DOS BONDES, O TRÓLLEBUS SUBSTITUIU EM VÃO O EFICIENTE SISTEMA



FIM DO EFICIENTE SISTEMA DE BONDES, OS ÔNIBUS DOMINAM A CIDADE